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Literatura hindú

O hindú é um descendente direto do sânscrito, além do páncrito e o Apabhramsha. O hindú se viu influenciado e enrriquecido por idiomas como o turco, o persa, o árabe, o português, o inglês e as línguas dravídicas. É uma língua muito expresiva que não necessita uma terminología especial para transmitir emoções. Também é válida para raciocineos científicos.

A tradução literaria hindú é básicamente oral e em verso. A prosa cheegou mais tarde que a cena literaria, o primeiro trabalho reconhecido foi a novela fantástica Chandrakanta, escrita por Devaki Nandan Khatri. As primeiras obras se escreveram para cantar-las ou recitar-las, e se transmitiram oralmente durante gerações antes de ser recolhidas; por isso muitas delas puderam haver sido escritas séculos antes da data de publicação.

O período medieval (Bhakti Kaal)

Na literatura hindú medieval muitos poetas escreviam em dialétos como o brij-bhasha e ou avadhi, a maioria das obras eram poemas épicos muito longos pelo que se considera que a literatura se desenvolveu nestas línguas. Este período de literatura está marcado pela influência do movimento hinduista Bhakti. A poesía bhakti tem duas escolas: a escola nirguna que acreditava em um Deus sem formas ou abstracto, e a escola saguna que acreditava em um Deus com atributos e devoto das reencarnações de Vishnu.

Ritikavya Kaal

No período ritikavya ou Ritismagra Kavya, o eroticismo se convierte em um elemento dominante da literatura hindú.

Período moderno da literatura hindú (depois de 1800 d.C)

As influências dos maratíes, britânicos e afganos, influíram no hindú da India Central. O avadhi e o braj perderam seu prestígio como língua dos estudiosos. O khari se converteu na principal língua literária. A literatura de começos do século XVIII não é de grande qualidade. Alguns exemplos são Chand Chhand Varnan Ki Mahima de Gangabhatt, Yogavashishtha de Ramprasad Niranjani, Gora-Badal ki katha de Jatmal, Mandovar ka varnan de autor anônimo, uma tradução de Ravishenacharya's Jain Padmapuran de Daulatram (em 1824).

Em 1857, a companía do leste da India fundou o colégio Fort William em Calcuta. O diretor do colégio contratou professores para escrever livros em hindú e em urdú. Alguns destes livros são: Premsagarby Lalloolal, Naasiketopaakhyan de Sadal Mishra, Sukhsagar de Sadasukhlal de Delhi e Rani Ketaki ki kahani de Munshi Inshallah Khan.

Para esta época, o indostánico era a língua de todos. Os estudiosos musulmanos, para diferenciar-se do povo, costumavam escrever em urdú (que tinha muito léxico do persa e do árabe)e o khadiboli o usavam os hindús cultos. O khadiboli com grandes influências do léxico sanscrito ou hindú sahityik (hindú literario) se divulgou graas as obras de Swami Dayanand Saraswati, Bhartendu Harishchandra e outros. Bhartendu Harishchandra preferia o dialéto braj para a poesía, mas para a sua obras em prosa utilizava o khadiboli. Outros escritores importantes deste período são: Mahavir Prasad Dwivedi, Maithili Sharan Gupt, R N Tripathi e Gopala Sharan Sinha. O aumento de jornais e revistas fez com que o khaboli se fizesse popular entre a sociedade culta.

Munshi Premchand aportou o realismo a literatura hindú e está considerado como a pessoa mais relevante da literatura realista e do movimento progresista. Várias de suas obras se traduziram a diferentes idiomas. Antes deste autor toda a literatura girava em torno dos duendes, fadas, fábulas mágicas, histórias de entretenimento ou temas religiosos.

Jainendra Kumar, Phaneshwar Nath Renu e Ajenya (Satchidananda Vatsyayan) são outras figuras importantes da época. Jainendra Kumar analizou a psique humana em algumas de suas novelas como: Sunita e Tyagapatra. Ou Maila Aanchal de Renu que é uma das obras mais importantes desta época. Ajneya aportou o experimentalismo (prayogvaad) a literatura hindú, sua novela mais conhecida é: Shekhar Ek Jivani (1941).

Movimento Chhayavaadi

Na literatura hindú do século XX o romantismo está muito presente. Isto se conhece como Chhayavaad e as figuras literarias desta escola se denominam Chhayavaadi. Os poetas chhayavaadi mais importantes são Jaishankar Prasad, Sumitranandan Pant, Suryakant Tripathi 'Nirala' e Mahadevi Varma.




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